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Tava difícil postar essa sequência… Mas. finalmente, nesta sexta-feira vamos curtir pouco mais que uma hora e dois minutinhos de lindíssimas músicas românticas com pianos dominando seus arranjos. Foi uma safra muito boa de canções nesse estilo, que aconteceu mais fortemente entre 81 e 84, onde muitos artistas tinham como obrigatória a inclusão de baladas nesse estilo que ao mesmo tempo era suave e muito forte nas letras.

Bons tempos aqueles em que haviam seções de música lenta nas festinhas. Elas eram obrigatórias e muitos somente iam a esses encontros para aguardar esse momento incrível pelo clima que se criavam e pela melodia que ecoava dos belos vocais e das lindas harmonias que eram tocadas.

Existem muitas lembranças saborosas que se perderam nessa época em todos nós, mas, por sorte, o gosto das músicas pode ser resgatado sempre que as ouvimos novamente. E as que catei para por nesse set são absolutamente lindas e muito românticas. Estão todas entre as minhas favoritas desde a primeira vez que as ouvi.

Abrindo a sequência uma das mais clássicas: HARD TO SAY I’M SORRY, com Chicago. Lembro bem de como essa preciosidade tocou quando apareceu na trilha sonora internacional da novela Sol de Verão em 1982. Gosto muito do piano tocado na primeira estrofe e também da batida que aparece logo após o primeiro refrão. HARD TO SAY I’M SORRY fez parte do disco Chicago 16, e foi lançada como single em maio de 1982. Representa uma mudança grande no estilo da banda Chicago, que nos anos 70 fazia um som mais voltado para o jazz-rock. Mas neste álbum, Peter Cetera, vocalista da banda, e o produtor David Foster se juntaram para produzir um som mais próximo do que se era feito à época. O resultado foi essa balada densa e que revitalizou a musicalidade do Chicago. Peter Cetera, em uma entrevista na década de oitenta, afirmou que ele e Foster moldaram o arranjo de HARD TO SAY I’M SORRY ao que o próprio Foster fez com a sua produção para o Earth Wind & Fire em AFTER THE LOVE HAS GONE. O resultado é um som muito bonito e que trará muito boas lembranças pra quem viveu essa época.

Seguindo, uma outra balada lindíssima e muito intimista na voz maravilhosa da canadense Anne Murray. YOU NEEDED ME tem uma melodia bastante forte, especialmente pelos vocais dela. A letra também é muito bonita e deu a Anne o Grammy de melhor vocal feminino de 1979. Essa canção é épica e tocou em todas as rádios do mundo, tendo sido lançada em 1978 no excelente álbum Let’s Keep It That Way. Anne Murray parou de se apresentar ao vivo, e hoje desenvolve um trabalho assistencial e de caridade muito bonito. Em 2007, lançou um excelente CD de duetos cantando seus maiores sucessos e, claro, YOU NEEDED ME estava lá. Ainda me impressiona bastante a ingenuidade belíssima da letra desta canção, que fala de um companheirismo perdido não só pela interpretação da letra, mas como um sinal dos tempos. Essa vai ser mais uma das que faço questão de que Sarinha não só conheça, mas passa a ter um carinho tão especial quanto o que tenho.

Depois trago um dos mais fantásticos duetos da música universal. O piano que abre e acompanha os vocais de Kenny Rogers em WE’VE GOT TONIGHT é perfeito. Então, recebemos os vocais maravilhosos de Sheena Easton. Essa canção fez parte do décimo primeiro álbum de Rogers e que foi lançado em 1983. Que canção linda! Fala por si só. Dispensa maiores comentários. Curti muito à época e ainda ouço bastante.

A quarta é outra pérola das músicas com arranho baseado em piano. SHOW HER com Ronnie Milsap, que tem um timbre vocal que gosto muito e, a exemplo dos dois intérpretes anteriores (Kenny Rogers e Anne Murray), também vem da música country. Tanto a melodia quanto a letra de SHOW HER são apaixonantes e perturbadoras, e que certamente ajudou para que o single da música se tornasse a vigésima quinta canção de Ronnie Milsap a atingir o primeiro lugar na parada country americana – uma marca de grande respeito. SHOW HER foi lançada em outubro de 1983 e  chegou ao topo da parada em fevereiro do ano seguinte.

I LOVED YOU, com Freddy Cole, de 1978, é a próxima. A classe e a sofisticação do arranjo e dos vocais tornam de I LOVED YOU uma música sempre atual. Fez parte da trilha sonora da novela Dancin’ Days e fez muito sucesso. Uma canção dessas nos faz ter a certeza de que, apesar dos atalhos, ainda vale a pena perseguir o amor. Principalmente se for com uma trilha sonora assim…

A sexta é, de longe, a melhor interpretação de Paul Anka! HOLD ME ‘TILL THE MORNING COMES teve a especialíssima participação de Peter Cetera nos vocais e nos arranjos. Essa música tem uma combinação de suavidade e ansiedade que se combinam perfeitamente no refrão e lembram bem um tempo em que as coisas pareciam melhores. Sei que é só uma sensação, pois a geração equivalente á minha em idade, atualmente pode guardar as mesmas sensações ao chegar aos 43 anos. mas, sinceramente, acho que éramos mais puros e ingênuos, sem contar que bem mais dedicados. HOLD ME ‘TILL THE MORNING COMES é repleta de arranjos bastante sentimentais, mas sem chegar ao piegas. O belo solo de guitarra e os backing vocals de Cetera dão o toque especial a uma canção que só tem ficado melhor com o passar do tempo.

Fechando HOLD ME ‘TILL THE MORNING COMES, entra a ternura da voz de Samantha Sang com I CAN STILL REMEMBER. Essa emplacou muitos relacionamentos lá pelo final da década de 70. O refrão é muito bonito e o ritmo é bastante lento, que proporciona uma bela dança pra aqueles que apreciam. Lembro de ter aberto a pista a pedido de meu grande amigo DJ Celso e toquei I CAN STILL REMEMBER, em 1992. A sensação dessa canção numa pista de dança, com uma bebida gelada e o clima de boate são indescritíveis.

A oitava deste set é com Sergio Mendes e a deliciosa NEVER GONNA LET YOU GO. Essa música é de 1983 e ainda me surpreende muito a variação melódica de seu arranjo. É perfeito e apaixonante pois traz variações de tom que a transformam numa peça única ao ser ouvida. Os vocais da música são de Joe Pizzulo e Leza Miller e foi composta por ninguém menos que a dupla Barry Mann e Cynthia Weil. Aliás, Cynthia e Barry compuseram NEVER GONNA LET YOU GO e a ofereceram ao Earth Wind & Fire, que não a gravaram. Existe uma versão anterior à de Sergio Mendes, lançada em 1982 no álbum Friends In Love de Dionne Warwick, mas esta versão é a melhor.

A nona é uma das mais clássicas lentas de todos os tempos: IN YOUR EYES com George Benson. E posso afirmar: desde 1983, essa música hipnotiza, tendo sido regravada em 1986 por Jeffrey Osborne, numa linda versão mas inferior (apesar de linda também) à esta de Benson, que teve a produção de Arif Mardin. Era uma das mais obrigatórias em qualquer festinha dos anos 80.

Em seguida temos THE LAST TIME I MADE LOVE com um dueto de Joyce Kennedy e Jeffrey Osborne, que toucou bastante em 1984. Jeffrey, aliás, também é produtor da faixa. Uma canção que traz um belo duelo vocal com suavidade ímpar e que encantou público e crítica. THE LAST TIME I MADE LOVE é uma composição de Barry Mann e Cynthia Weil com todas as linhas melódicas de seu estilo. A canção chegou a segunda posição na parada de rhythm & blues da Billboard no verão de 84. Um belo exemplo de que música é como vinho.

A décima dispensa qualquer tipo de comentário pois é JUST ONCE com Quincy Jones e os vocais de James Ingram. Essa música, garanto, tocou muito mais que toca qualquer canção popular de hoje em dia. Aqui uma versão um pouquinho diferente pois é um outtake da versão original, mas que consegue conservar toda a magia da versão original. Bateu a posição de número 11 na parada r&b da Billboard e o número 17, também na Billboard. Mas acho que o maior prêmio de JUST ONCE foi ter marcado toda uma geração de apaixonados. E aí me incluo entre os maiores…

COME BACK TO ME com Leslie, Kelly & John Ford Coley é a próxima. Uma das lentinhas que mais curtia quando foi lançada em 1981. Fez parte de trilha de novela e tocou bastante. O clip, apesar de datado, é muito bonito e foi filmado em meio a paisagens praianas muito bonitas. Esse trio, formado por John Ford Coley (da dupla setentista England Dan & John Ford Coley) e as irmãs Leslie e Kelly Bulkin, gravou um disco que fez sucesso mediano, impulsionado sem dúvida pelo sucesso em rádio de COME BACK TO ME. Posso afirmar que esta é uma das baladas mais importantes da minha vida. Ainda hoje toca muito nas minhas sessões de música dos sábados à tarde. Sempre com a mesma força de 1981, quando ouvi pela primeira vez.

Seguindo, vem uma versão muito intimista de WAIT FOR ME, gravada ao vivo somente com teclado e voz de Daryl Hall, num dos shows da dupla Hall & Oates em 1995. É um interpretação muito bonita e que realça ainda mais o romantismo dessa faixa, que foi lançada originalmente no disco da dupla X-STATIC de 1979. Existe uma outra versão ao vivo, que saiu na coletânea Rock ‘N Soul – Part 1, lançada em 1983, que também fez muito sucesso. A letra é deliciosa e o refrão ainda vale uma viagem musical às belas sensações do passado.

Ray Charles e a sua perfeita versão pra YOUR SONG, dos Carpenters, é a que chega. O piano que abre essa versão é realmente impressionante pela sutileza e magia. Ray faz um vocal que é um de seus melhores. A minha favorita de Ray Charles – dentro de tantas interpretações mágicas que ele teve.

A ante penúltima dessa hora , e uma outra de 1977. WE’RE ALL ALONE com Rita Coolidge estourou no Brasil e em muitos países do mundo. É uma balada muito bonita. Foi gravada também em 77 por Bob James, numa versão jazzística e também tem uma versão de seu próprio autor, o excelente músico e cantor Boz Scaggs. WE’RE ALL ALONE é uma balada no melhor estilo soft rock que trouxe belas composições da metade da década de 70 à metade da década de 80. Foi sorte ter vivido tudo isso e ter podido guardar a memória de toda aquela época.

A penúltima é Eric Carmen e a clássica ALL BY MYSELF, numa versão radio edit. Muito da crítica, à época em que foi lançada(1975), a tachou como mais uma balada influenciada pela obra do compositor de música clássica de Rachmaninoff, e que influenciou bastante as baladas da música pop na metade dos anos 70. ALL BY MYSELF é uma canção agridoce que tem resistido muito bem ao teste do tempo e continua sendo uma das melhores baladas dos anos 70. Além da claríssima influência clássica, é fácil afirmar que  a canção é autobiográfica, onde a letra estabelece um olhar de mau presságio num futuro cheio de responsabilidade, mas que raramente foi dito de forma tão eloquente.

Fechando esse belíssimo set de pouco mais que um hora, LTD e os vocais de Jeffrey Osborne pra SHINE ON, que bateu a posição de número 11 na para r&b da Billboard, e a posição 40 no Hot 100. Estouro em 1981 e é mais outro exemplo de canção obrigatória nas sequências de lenta das festinhas da época. Uma das melhores interpretações de Jeffrey Osborne, com um piano de arrepiar.

Espero que todas essas preciosidades enfeiticem essa sexta-feira com um romantismo essencial nesses tempos tão loucos dos anos 2000. Clique com o botão direito do mouse, salve e enjoy!

LENTINHAS DE PIANO

3 comentários sobre “Pouco mais que uma hora de lentas cheias de pianos e teclados em um set com incríveis baladas… COM LINK CORRIGIDO!

  1. Saudações, Ed.
    Não consigo baixar o arquivo! Está apresentando a seguinte mensagem: “Este arquivo não existir, o acesso ao seguinte arquivo é limitada ou foi removido devido a violação de direitos autorais.”. Poderia, por gentileza, corrigir o problema?? Grande abraço, e parabéns pelo trabalho!

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