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Em 1984, a Associação Americana da Indústria Fonográfica (RIAA) confirmou, junto com as revistas Billboard e Newsweek, que Daryl Hall & John Oates formam a dupla de maior sucesso na história da música americana, tendo acumulado um número maior de discos de ouro e platina que qualquer outro dueto.

Certamente o sucesso da dupla entre 75, quando eles conseguiram entrar pela primeira vez com um álbum na parada dos 20 mais vendidos nos Estados Unidos, e 2006, quando lançaram um álbum de Natal pela primeira vez, têm sido recheados de prêmios – são meia dúzia de singles que chegaram ao número um da Billboard, nove discos de ouro, sendo cinco deles de platina. No final da década de oitenta, os dois passaram os Everly Brothers e se tornaram a dupla número 1 da era do rock. Eles ocupam a posição de número 24 no Top 25 de artistas da década de oitenta, com base no ranking de vendagem de álbuns. Na edição de 1995 do The Billboard Book of Top 40 Albuns, Hall e Oates ocupam o 87º posto dos maiores artistas de todos os tempos na era do rock (na edição de 1987 eles ocupavam o 73º posto). Além de tudo isso, os dois são responsáveis por 11 dos Top 100 singles do extinto selo RCA, onde o mais alto deles, MANEATER, ocupa a 13ª posição (sete das doze posições acima são de músicas de Elvis Presley).

“Nós nunca nos demos grandes expectativas”, diz Daryl Hall sobre sua parceria com John Oates. “Não formamos essa dupla imaginando vender milhões de cópias – nós estávamos felizes por fazer nossa música e conseguir mostrá-la. Eu não acho que isto tenha mudado ao longo de tudo que aconteceu nesses anos”.

Daryl nasceu em 11 de outubro de 1948 na Filadélfia. Filho de dois músicos clássicos que deram-lhe aulas de piano e voz, esperando que ele seguisse a carreira dos pais. Mas Hall começou a seguir os rumos da música. Ainda adolescente, Daryl se envolveu com a vibrante cena do rhythm & blues da Filadélfia. Ele admirava nas esquinas os grupos vocais de negros chegando a impressioná-los tanto por sua devoção que, por vezes, era convidado a cantar junto com eles. Ainda assim, para não desapontar seus pais, continuava seus estudos de música clássica.

Nessa época, começou a experimentar o sucesso em ambos os gêneros, simultaneamente: à tarde, cantava na Philadelphia Orchestra, e à noite fazia apresentações em pequenos clubes da cidade cantando músicas de Smokey Robinson. Chegou a gravar como um membro do grupo Kenny Gamble & The Romeos.

Formou, em 1964, o grupo The Temptones, junto com Barry Glazer, Paul Fogel, Kenny Halpern e Brian Utain. Em 1966, foram considerados a segunda maior banda de brancos da Filadélfia, tendo gravado um disco pela Bear Family Records. Uma primeira prova de seu vitorioso talento foi a oportunidade que foi dada para gravar um single em 1967 para a Arctic Records, uma pequena gravadora local. GIRL, I LOVE YOU (incluindo Hall, acompanhado pelo grupo The Romeos) foi bem executada, alçando bem a parada rhythm & blues de estações da Filadélfia e merecendo um novo lançamento, SAY THESE WORDS.

Em sua carreira como guitarrista de estúdio, na segunda metade da década de 60, tocou com outros músicos no Sigma Studios na Filadélfia, berço de grupos como O’Jays, Harold Melvin & The Bluenotes e The Three Degrees.

Em 1968, Daryl Hall grava um single contendo as canções VICKY-VICKY e A LONELY GIRL, que foi lançado pela Parallax Records. Hall participou ainda de um projeto chamado The Electric Indian, com a faixa KEEM-O-SABE, um hit que alcançou o 16° lugar na parada instrumental de 1969. “Provavelmente a pior gravação já feita na história”, acrescenta Daryl.

John Oates nasceu em 7 de abril de 1949 em Nova Iorque. Filho de pais que adoravam rock and roll, eles o encorajaram a se interessar pelo mesmo. Sua mãe sempre o levava a concertos como de Bill Halley & His Comets.

Oates começou a estudar guitarra quando tinha oito anos e voltou-se para os estilos country e blues, eventualmente adotando uma rotina em que imitava o estilo de Elvis Presley.

Assim como Daryl Hall, depois que sua família mudou-se para a Filadélfia, John Oates viveu na cidade como um adolescente a ver apresentações de grupos de soul como Sam & Dave ou Gary U.S. Bonds, ou passava seu tempo com grupos locais ou em bandas que montava com amigos, além de começar como músico e cantor de estúdio.

Em meados da década de 60, fundou o grupo The Masters.

Os dois se conheceram em 1967 e rapidamente se tornaram amigos graças ao mútuo interesse por soul e rhythm & blues. Em 1969, os grupos The Masters e The Temptones são desfeitos, e Daryl Hall casa-se com Bryna Lublin. John começou a tocar em sessões ocasionais com o novo grupo de rock de Daryl, o Gulliver, que lançou um disco em 1970, quando eles deixaram o grupo para formar uma dupla. À época, ambos estavam muito interessados no estilo folk.

Daryl Hall e John Oates se conheceram quando escapavam de uma briga de gangues locais onde tocavam. Depois disso, John Oates embarcou para um período de férias na Europa. Até lá, Daryl Hall continuou gravando com o Gulliver – de onde fazia parte o jovem cantor Tim Moore, que fez algum sucesso no Brasil com a canção YES. Este grupo se dissolveu no final de 1970, e a partir de 1971 já se podia ver Hall e Oates compondo e fazendo shows sob o nome de Whole Oats.“Nós dizíamos ‘toda essa coisa de banda é desgastante, por que não fazemos algo mais simples?’ A idéia era ser uma dupla de compositores que trabalhassem juntos, em oposição à outra idéia de líderes de banda”, lembra Oates.

Nesta fase, a dupla já era empresariada por Tommy Mottola – um representante local e, sem dúvida alguma, um dos principais responsáveis pelo sucesso dos dois – que conseguira o contrato com a Atlantic Records, gravadora responsável pelo lançamento dos primeiros discos da dupla.

warbabies.jpg Em 1970, chegam a participar do disco Break Out Of The City de Andy Robinson, onde John Oates toca harpa na canção UPTIGHT SATURDAY NIGHT, e Daryl Hall faz backing vocals na faixa SALLY SHE WEEP. Sobre essa fase Hall diz: “As gravações dessa época são realmente um exemplo da nossa tentativa de provar nossos próprios limites para mostrar nossa veia de rhythm & blues e entrar no grupo dos cantores e compositores. Nós estávamos cheios de exuberância e não nos preocupávamos com o futuro – apenas revelávamos nosso presente e queríamos perceber até onde poderíamos levar nossos talentos”.“Olhando para trás, eu diria que nossos três primeiros discos são passos para alcançar algum tipo de sonoridade”, acrescenta Oates. “O primeiro foi tendenciado ao folk, o segundo começou a combinar folk acústico com um pouco de funk, e o terceiro foi nosso mais aventurado lado de rock and roll. Os álbuns seguintes incluiam uma mistura de todos esses elementos”, conclui Oates.

Pela Atlantic, eles lançaram Whole Oats, em 1972. Um álbum que, apesar de não colher boas críticas e não ter agradado ao público, não desanimou a dupla. Estabelecidos em Nova Iorque, a dupla começou a compor as canções para o novo disco, se fixando mais fortemente nas trilhas do rhythm & blues. Nesta mesma época, Daryl Hall havia se separa de Bryna Lublin, e, inspirado nisso, compôs junto com Oates a canção SHE’S GONE. O resultado destas experiências foi o disco Abandoned Luncheonette, lançado em outubro de 1973, que teve mais características soul, que se tornaria sua marca registrada, colhendo melhores críticas e escorando o pequeno hit, SHE’S GONE.

“Nós sentamos e criamos uma estratégia para aquele álbum”, diz Oates. “Entretanto, nós sabíamos que não queríamos ser vistos como dois guitarristas tocando música introspectiva”.

Bastante experimental, o terceiro lançamento da dupla, War Babies, de 74, soava um tanto azedo, com um tom mais centrado no rock metálico, e que alargou um pouco seu público. Relembrando suas apresentações no mesmo período, Hall disse a Michael Ryan, da revista americana People: “Nós tocávamos em pequenos lugares onde as pessoas atiravam todo tipo de coisa”.

Em 1975, a dupla assinou contrato com a gravadora RCA, e onde permaneceram até 1988, e lançaram seu debut, Daryl Hall & John Oates, e que ficou mais conhecido como The Silver Album. Este era um disco com um tipo de soul mais maduro e de onde saiu o single SARA SMILE, que chegou à quarta posição na parada.

Curiosamente, alguns críticos e fãs trouxeram à cena o Abandoned Luncheonette, para obter mais do talento da dupla, e SHE’S GONE transformou-se num hit bem maior do que houvera sido inicialmente, alcançando o 7º posto na parada da Billboard.

biggerthan.jpg Hall & Oates mantiveram sua popularidade com o primeiro disco platinado, o álbum Bigger Than Both Of Us, de 1976, o segundo pela gravadora RCA, que teve como hits RICH GIRL (o primeiro número 1 da dupla), BACK TOGETHER AGAIN (que chegou ao 28° posto) e DO WHAT YOU WANT, BE WHAT YOU ARE (que ocupou o 39° lugar na parada). Ainda neste ano, Daryl Hall e Ruth Copeland gravam o dueto HEAVEN.

Seus próximos três discos, porém, não foram tão bem sucedidos. Em 1977, lançaram Beauty On A Back Street, que trouxe os sucessos DON’T CHANGE, THE EMPTYNESS e WHY DO LOVERS BREAK EACH OTHER’S HEART? (esta última, um grande sucesso na Inglaterra).

Live Time é o primeiro registro ao vivo da dupla em disco. O LP faz um apanhado desta primeira fase na gravadora. Nele encontramos as versões de shows para RICH GIRL e SARA SMILE.

Em 1978 lançam Along The ed Ledge que coloca IT’S A LAUGH no 20° lugar da parada da Billboard. Este disco foi mais direcionado ao rock que seus sucessos anteriores. No ano anterior, 1977, Daryl Hall havia gravado seu primeiro disco solo, chamado Sacred Songs, e que foi produzido por Robert Fripp e foi lançado em 1979. O disco não representou um fracasso comercial, mas teve pouco sucesso. Talvez por prever isso a RCA relutou tanto em lançá-lo no mercado. 

Ainda em 1979, os dois lançam X-Static que traz o single WAIT FOR ME, que chegou ao 18° lugar na parada. O álbum foi bastante influenciado pela disco music, caracterizado principalmente pelas faixas PORTABLE RADIO, WHO SAID THE WORLD WAS FAIR e RUNNING FROM PARADISE – esta última antecipando a batida utilizada pela dupla durante toda a década seguinte em alguns de seus grandes sucessos. Como sobra de estúdio deste álbum, foi lançada no lado B do single WAIT FOR ME a canção NO BRAIN, NO PAIN, que tem partes de seu instrumental incluídos na faixa HALLOFON, presente no álbum. Houve também a faixa TIME’S UP (ALONE TONIGHT) e que foi incluída numa edição especial do álbum em CD.

voices-capa-original.jpg Em 1980, sai o disco Voices que colocou os dois novamente na estrada e emplacou quatro músicas – HOW DOES IT FEEL TO BE BACK (no 30° posto), YOU’VE LOST THAT LOVIN’ FEELING (uma regravação do sucesso dos Righteous Brothers e que ocupou o 12° lugar na Billboard), YOU MAKE MY DREAMS (5° lugar na parada) e KISS ON MY LIST (outro número 1 – o segundo para a dupla). Com este álbum a dupla passou a cuidar de sua produção. “Antes, as músicas passavam por um processo de filtragem através da percepção do produtor e do arranjador, e dependia também dos músicos de estúdio que eles contratavam. No disco Voices não utilizamos nenhum processo deste tipo, e foi gravado com a nossa própria banda. Fez um grande sucesso, e ficamos especialmente emocionados”, afirmou Daryl. Este trabalho ficou marcado pela primeira mistura de tendências internacionais como o ritmo das ruas de Nova Iorque, a novidade da música sintetizada inglesa, o doo-wop da Filadélfia, o soul da Motown e o pop americano. Uma curiosidade deste LP é que ele traz a versão original de EVERYTIME YOU GO AWAY, que em 1985 se tornaria um grande sucesso na voz de Paul Young.

Private Eyes, lançado em 1981, utilizou-se da mesma estratégia de Voices. A canção PRIVATE EYES (terceiro número 1 da dupla) levou Daryl Hall e John Oates à indicação para o Grammy de melhor performance pop vocal de duo ou grupo. Esta música possui uma remix inglesa com a guitarra mais pronunciada e o piano bem menos que na original. Uma outra faixa do disco, I CAN’T GO FOR THAT (NO CAN DO), transformou-se num fenômeno total, alcançando o topo da parada americana nas categorias pop, contemporânea, rhythm & blues e dance, e se tornando o quarto número 1 deles. Além destas duas, ainda estouraram DID IT IN A MINUTE (6° lugar na Billboard) e YOUR IMAGINATION (33° lugar, também na Billboard).

Em 1982 veio o H2O, o nono disco da dupla, e que trouxe mais três sucessos: MANEATER (quinto número 1 da dupla), FAMILY MAN (6° lugar na parada) e ONE ON ONE (7° lugar na Billboard). Após o lançamento do disco, a dupla foi objeto de um especial do Home Box Office que gravou o concerto realizado no Montreal Forum, Canadá, intitulado Rock ‘N Soul Live e que foi lançado em DVD.

rock-n-soul-part1.jpg O ano de 1983 trouxe uma grande turné que levou Hall & Oates à Europa, Austrália e Inglaterra, além de percorrerem praticamente todos os estados americanos. Mas, ainda neste ano, Daryl e John entraram no Eletric Lady Studios, em Nova Iorque, para gravar SAY IT ISN’T SO e ADULT EDUCATION, que seriam incluídas como faixas inéditas na coletânea de sucessos Rock ‘N Soul – Part 1. Enquanto gravavam, eles abriram as portas do estúdio para as câmeras da MTV, que filmou um documentário especial parecido com um outro de meia hora de duração e que foi ao ar em 1982, durante a gravação do H2O, também no Electric Lady Studios, em Nova Iorque. O disco, duplamente platinado, incluía ainda uma versão ao vivo de WAIT FOR ME, extraída do show que a dupla fizera no ano anterior em Montreal, Canadá. À exceção destas, todo o restante do material é composto dos grandes sucessos da dupla até então. Das inéditas, SAY IT ISN’T SO chegou ao segundo lugar na parada, e ADULT EDUCATION ao oitavo.

bigbamboom.jpg Big Bam Boom foi o álbum de 1984, lançado quase que simultaneamente nos Estados Unidos e Brasil. O disco foi o resultado de nove meses de gravação em estúdio, e Daryl explica: “Eu diria que o Big Bam Boom foi a melhor coisa que tínhamos feito até então. Não deixamos nada de fora do disco. Juntamos tudo, dedicando muito tempo e esforço, onde nós prestamos atenção a cada um de seus detalhes – coisa que não fazíamos normalmente. Isto tudo não significa, porém, que tivéssemos perdido nossa característica espontaneidade. Este disco foi feito para dançar e segue uma direção diferente no nosso estilo”. A faixa OUT OF TOUCH chegou ao número 1 no final de dezembro do mesmo ano, sendo muito executada em todas as emissoras de rádio do planeta. Além dela, outras três emplacaram: METHOD OF MODERN LOVE (5° lugar na Billboard), SOMETHINGS ARE BETTER LEFT UNSAID (19° lugar na parada) e POSSESSION OBSESSION (30° lugar na mesma parada).

a-nite-at-the-apollo.jpg Daryl Hall & John Oates Live At The Apollo With David Ruffin & Eddie Kendricks é o disco da dupla para 1985. Trata-se do segundo registro ao vivo dos dois, gravado durante o histórico concerto da dupla no lendário Apollo Theatre de Nova Iorque. No disco, Hall e Oates se unem a duas das maiores influências da sua música – David Ruffin e Eddie Kendricks, os dois principais vocalistas do Temptations.

No ano seguinte, a dupla não grava e Daryl Hall aproveita para lançar seu segundo álbum solo – Three Hearts In The Happy Ending Machine – que, a exemplo do primeiro, obteve boas críticas mas desapontou seus fãs, não vendendo tão bem quanto os discos da dupla. O disco, que alcançou a 29ª posição em vendagens, foi gravado em Paris, e contou com a co-produção de Dave Stewart do Eurythmics, trazendo dois hits: DREAMTIME (que chegou ao 5° lugar na parada) e FOOLISH PRIDE (36° lugar na Billboard). Hall também foi um dos colaboradores na faixa título do filme Ruthless Peolple (que no Brasil tem o título de Por favor Matem A Minha Mulher), em que Mick Jagger canta e ele faz coro com Dave Stewart. John Oates seguiu seu próprio caminho, lançando neste mesmo ano o single (SHE’S THE) SHAPE UP THINGS TO COME, que fez parte da trilha sonora do filme About Last Night (ou Sobre Ontem A Noite).

Ooh Yeah! é o disco de 1988. Nele, a dupla desfaz a banda que trabalhara com eles desde o começo da década de 80, apenas permanecendo com o baixista e o saxofonista. “Neste trabalho nós começamos escrevendo, como sempre fizemos”, acrescenta Hall, “nós possuímos a curiosa habilidade de permanecermos muito tempo afastados, mas pensando sobre as mesmas coisas. Assim, as canções aparecem mais intensamente”. O disco emplaca três sucessos: DOWNTOWN LIFE (31° lugar na parada), EVERYTHING YOUR HEART DESIRES (3° lugar na Billboard) e MISSED OPORTUNITY (29° lugar).

O próximo trabalho dos dois como dupla viria dois anos depois, em 1990, com o disco Change Of Season. Neste, os dois praticamente trabalham em separado. Não há composições assinadas por ambos, que limitam-se a produzir algumas das faixas. Ainda assim, o disco traz SO CLOSE (11° lugar na parada da Billboard) e DON’T HOLD BACK YOUR LOVE (41° lugar, também na Billboard).

Em 1993, com o lançamento de Soul Alone, Daryl Hall conecta-se, oportunamente, com sua própria característica do soul da Filadélfia. Gravado em Nova Iorque e Londres, onde o cantor eventualmente divide seu tempo, o disco planta Hall firmemente no presente, estabelecendo um novo padrão de personalidade musical, empreendendo-o como mescla entre o novo e o tradicional. Junto a profundas e pomposas sessões rítmicas, deslizando pelos arranjos da London Session Orchestra, entoa a voz de Hall – uma mistura de suavidade e rusticidez – trazendo uma coleção de sons fortes, cujo enredo remetem ao romance. Em melodias cheias como BODERLINE, THIS TIME, WRITTEN IN THE STONE, LOVE REVELATION e STOP LOVING ME, STOP LOVING YOU – esta última baseada num obscuro som de Marvin Gaye que Hall reescreveu reverentemente com sua parceira de longa data Sara Allen, numa letra que fala de amantes que degladiam-se com suas duas necessidades de compromisso e independência.

Em 1994, Daryl Hall grava com o grupo Sounds Of Blackness o tema da Copa do Mundo dos Estados Unidos, GLORYLAND, e em 1995, grava um dueto com a falecida cantora Dusty Springfield chamada WHEREVER WOULD I BE?, tema do filme While You Were Sleeping, e que pode ser encontrada em um bom número de mixagens.

Em 21 de novembro de 1996, Daryl Hall lança apenas no Japão o seu quarto disco solo – Can’t Stop Dreaming. O primeiro single do álbum foi a canção JUSTIFY, que atingiu o primeiro lugar na parada japonesa. Em seguida, no dia 21 de fevereiro de 1997, foi lançada a faixa CAN’T STOP DREAMING como segundo single do disco. Para o mercado americano, foram importadas inicialmente 5 mil cópias do lançamento como item para colecionadores. O disco foi oficialmente lançado em 2003 no mercado dos Estados Unidos.

marigold.jpg No dia 30 de setembro de 1997, nos Estados Unidos, a dupla volta a lançar mais um disco após um hiato de quase sete anos em estúdio juntos – Marigold Sky. O disco foi um grande sucesso de crítica e vendeu bem. A faixa PROMISE AIN’T ENOUGH teve ótima execução nas rádios americanas e chegou a tocar em muitas emissoras do Brasil. Para as pistas de dança foram lançadas remixes da faixa HOLD ON TO LOVE num doze polegadas especial. Depois disso, a dupla partiu para uma tour pelos principais estados americanos. 

Em 1999, fazendo parte da trilha sonora do filme Runnaway Bride (no Brasil, Noiva Em Fuga), a dupla lança a balada inédita AND THAT’S WHAT HURTS.No dia 19 de março de 2002 sai mais uma coleção de hits da dupla… Agora denominada VH1 Behind The Music – The Best Of Daryl Hall & John Oates. Na verdade o disco fazia parte do projeto do canal americano VH1, que fez um especial com a dupla e lançou a coletânea. O disco trazia algumas canções inéditas. SOMEONE LIKE YOU, que aparecia no segundo disco solo de Daryl, foi regravada agora com a dupla. HEARTBREAK TIME e DO IT FOR LOVE, que fariam parte do álbum lançado no ano seguinte, ganharam suas primeiras prensagens em disco.John Oates, em agosto de 2002, lança seu primeiro disco solo (Phunk Shui), muito direcionado para o r&b e o soul, e faz alguns concertos pra divulgá-lo. O site do álbum é muito interesante e contém muita informação sobre cada faixa, incluindo a história por trás delas.Em 2003 a dupla lança DO IT FOR LOVE que trouxe como grandes sucessos a faixa-título e FOREVER FOR YOU. Crítica e público foram positivos em relação ao disco e a dupla saiu em mais uma turnê mundial, incluindo Europa e Japão.O disco é uma condensação dos melhores trabalhos da carreira dos dois, trazendo claras referências ao clássico Abandoned Luncheonette, ou ao ambicioso Along The Red Ledge, ou ainda Voices, H2O e Change Of Season. Sobre Do It For Love, Hall diz “Nós fazemos isto absolutamente por amor. Estamos no mundo da música e gostamos de fazer disso nossa sobrevivência, mas não acredito que isto seja possível por tanto tempo  se estivéssemos fazendo sem paixão. Você tem que gostar daquilo que faz. E demonstrar no palco”. E continua, “Todas as noites, quando subimos para um show, cada sorriso que mandamos pra platéia temos a retribuição de volta. E nós entendemos o que isso significa. É o que fazemos, e é verdadeiro”.O disco fez com que a dupla retomasse as grandes turnês americanas e no Japão, e tem como um de seus destaques uma regravação para a música SOMEDAY WE’LL KNOW, sucesso com a ótima banda New Radicals, e que contou com a participação especial de Todd Rundgreen, um dos grandes produtores que trabalhara com a dupla no disco War Babies de 1974.Das sobras de estúdio, e que não entraram no CD original, está a bela IT MUST BE – que saiu em singles e numa versão alternativa do disco.

ho.jpg Em 25 de março de 2003, a dupla participa da histórica série Live By Request, do canal de tevê a cabo A&E Mundo. O show é uma coleção de pedidos feitos ao vivo, através de telefonemas de fãs, ou por grandes astros. Neste especial de Hall & Oates uma das grandes participações foi a de Carly Simon. Este especial foi lançado em novembro do mesmo ano num DVD que incluía algumas faixas bônus que não foram ao ar, além de um CD com uma parte das canções do show.Em maio de 2004, John Oates lança seu primeiro registro ao vivo solo em DVD. John Oates: Live At The Historic Wheeler Opera House traz músicas da dupla e canções do novo álbum de John (Phunk Shui), e inclui ainda um CD com versões ao vivo pra outras canções.Em setembro do mesmo ano, Daryl lança um disco ao vivo com um show solo na Fildélfia. Daryl Hall: Live In Philadelphia traz registros dos álbuns solo de Daryl e é considerado um item de colecionador.

dream-single.jpg Outubro de 2004 traz o disco Our Kind Of Soul, onde a dupla regrava grandes canções de artistas que foram sua influência e inclui também algumas novas composições… A versão do álbum lançada no Japão tem o bônus WITHOUT YOU, de Harry Nilson. O disco tem como atrativo, ainda, a versão da dupla pra I CAN DREAM ABOUT YOU que, segundo Daryl, foi composta por Dan Hartman em 1984 para a dupla. Como eles estavam com o disco Big Bam Boom finalizado, não deu pra incorporar ao repertório. E complementa Daryl, “Foi uma grande surpresa poucos meses depois ouvir I CAN DREAM ABOUT YOU tocando no rádio numa versão linda com Dan Hartman”. Com o disco, Hall e Oates caem novamente na estrada, fazendo muitos shows e gravando até um outro DVD com o registro das canções ao vivo nas Bahamas…

Além das músicas do álbum, o DVD traz regravações dos clássicos da dupla SARA SMILE, ONE ON ONE e MANEATER.No final de 2006, a dupla lança seu primeiro disco especial de Natal. Nele, a dupla regrava alguns standards natalinos e algumas novas composições. O disco inlcui também uma regravação de JINGLE BELL ROCK, que a dupla havia lançado em compacto em 1984.O disco é muito bom e mantém o estilo que consagrou a dupla, ou seja, o blue-eyed soul.Daryl Hall & John Oates têm tantas músicas que fizeram sucesso e marcaram especialmente a década de 80…

E pra comemorar os 10.000 cliques em nosso blog, preparei um set especial com algumas das pérolas de Hall & Oates, mixadas pra gente curtir!

Abrindo, uma clássica que tocou muito: OUT OF TOUCH e sua versão remix feitas pelas mãos mágicas de Arthur Baker… O ano era 1984 e foi marcante um som desses no rádio. O clip é muito bom… Tenho todas as versões desse hino da década de 80!

Virando vem uma outra de 1984, e do mesmo disco Big Bam Boom (que deve ser comprado!)… POSSESSION OBSESSION é uma das mais lindas canções da dupla e tem os vocais de John Oates… Aqui a 12 polegadas, com um solo de sax de Charlie DeChant maravilhoso. Tenho muita nitidez de ouvir esta versão Transamérica e na Bandeirantes FM. Os backing vocals são uma referência clara à influência maior da dupla: os Temptations. É uma tremenda doze polegadas…

A terceira da sequência é uma canção dos discos mais recentes da dupla, mas tem o estilo das coisas da década de 80. LIFE’S TOO SHORT é um rock muito gostoso e aqui está incluída a minha extended…

Fechando, a ótima remix de Ben Liebrand pra a clássica I CAN’T GO FOR THAT (NO CAN DO)… O re-arranjo de teclados e a nova percussão dão um gosto ótimo à essa versão. Foi oficialmente incluída num single de 1991 e de lá pra cá faz muito sucesso lá em casa. Uma referência pra qualquer pista de dança, possui novas versões, além de ser uma das mais sampleadas… Música boa demais e inteirinha…

Essa é uma homenagem à essa dupla que tantas vezes me fez viajar por todas as suas melodias e a todos aqueles que clicaram nesses, agora, mais de 10.000 acessos em nosso blog…

Valeu meu povo! Estejam certos de que junto a vocês a música fica muito mais saborosa!

Então, que tal curtir um pouquinho da grande referência musical que eu tenho? Clique no link abaixo e ouça…

ED’S HAL & OATES SET MIXADO

Postado originalmente em abril de 2007.

10 comentários sobre “RE-POSTAGEM: Nós conseguimos chegar aos 10.000 cliques… Então, aqui vai a minha banda favorita: Daryl Hall e John Oates… A dupla! Com set mixado pra baixar…

  1. Que estória em Ed , os carinhas são bons demais mesmo , a pouquissímo tempo eu comprei um DVD do Hall & Oates , o nome é :
    Daryl Hall & John Oates ROCK´N SOUL LIVE , muito bom .
    Tank You e parabéns pela marca de 10.000 clicks .
    Reinaldo Lima

  2. QUE SURPRESA ED
    ACHAR UM SITE QUE CONTE A HISTÓRIA DA MINHA DUPLA FAVORITA, TINHA QUE SER EM SEU BLOG!
    E AINDA GANHAR UMA SEQUÊNCIA MIXADA COM GRANDES MÚSICAS DOS DOIS. UMA GRANDE VIAGEM VOCÊ NOS PROPORCIONA.
    OBRIGADÃO!

  3. Ed, soh pra variar vc nos brinda com uma coletanea d+ e uma aula d historia da musica.
    parabens pelos 10000 cliques.
    fico contente q eu tenha contribuido com alguns deles. acho q me viciei em clicar em blogs, principalmente d musica, e certamente isso se deve a vc e a esse blog maravilhoso…!!
    abraços, obrigado e parabens!!!

  4. NOSSA! QUE MARAVILHA!
    EU AMMMOOOOO DARYL E JOHN, NEM ACREDITO QUE ACHEI UMA COISA TÃO LEGAL DELE NA MINHA LÍNGUA.
    EU ESTOU NAS NUVENS…

  5. OLA ED… ACHEI SEU BLOG O MÁXIMO … REALMENTE A PATRICIA TEM RAZÃO, QUASE NÃO TEMOS INFORMAÇÕES EM PORTUGUES SOBRE ESSA DUPLA MARAVILHOSA… HALL & OATES. O DARYL É O MAXIMO A VOZ É LINDA D+. SERÁ QUE ELES NUNCA VIRÃO AO BRASIL FAZER UM SHOW??????? FICA AÍ UMA SUGESTÃO PARA MAIS 10000 CLIQUES…

  6. eu tenho 10 anos e quando meu pai me mostrou os clips da dupla daryl hall e john oates fiquei maravilhado e alucinado pelo estilo dos caras ,sao muito bons e o interesante e que da vontade de escutar toda hora e incrivelmente ja to ate aprender violao e piano por causa deles …eles sao incrivelmente bons

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