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Ouvir remix dos anos 80 sempre é bom! As versões eram feitas em cima dos arranjos originais ou eram tratadas de uma forma que surgia uma outra versão diferente e harmônica… Era muito especial e criava uma atmosfera diferente pra aqueles que esperavam estas remixes tocarem no rádio. Eu passava tardes inteiras curtindo a Transamérica FM (na Rede L&C) só pra esperar aquelas versões e registrar em minha fitinha cassette… Pré-histórico, não?! Mas era muito gostoso… Tenho lembrança de sensações muito particulares ao poder ouvir uma canção desse jeito…

Neste post de hoje, vamos fazer uma salada musical com remixes de sons nacionais e de sons internacionais pra já começarmos a sentir o cheiro do final-de-semana.

Na primeira trilha uma remix de GO BACK dos Titãs que é a minha preferida! A sensação dessa música é ótima e o arranjo tem todos os ingredientes da época… O curioso é que essa versão ficou meio esquecida e deu lugar a uma regravação do próprio grupo feita anos depois. Pra mim pouco importa… Essa é a mais saborosa… Arranjo largado com uma levada bem leve de reggae. Uma raridade de 1986…

E por falar em reggae, em seguida temos Maxi Priest numa remix de David Morales chamada ‘morales new york mix’ pra JUST WANNA KNOW… Um toque de Big Apple no raggamuffin de Priest. Arranjo lindo e bem ao estilo das produções da Def Mix de Morales e Knuckles. O ragga foi um estilo que fundiu o reggae e o rhythm & blues de maneira definitiva. Algumas poduções são esmeradas e de harmonia ímpar… Shabba Ranks e Peter Andre têm algumas delícias desse estilo… Maxi Priest também tem excelentes exemplos… JUST WANNA KNOW é um dos melhores! Prestem atenção no teclado que aveludado que surge durante o início de cada estrofe… Agora nós pulamos pra 1991 com os lindíssimos vocais de Priest!

A terceira é a uma remix nacional de uma canção deliciosa de Sílvia Patrícia numa raríssima versão… MIL PEDAÇOS E CRAC tocou em rádio à ápoca do lançamento do primeiro disco da cantora, em 1989. Essa música tem um trecho incidental e um arranjo que remetem a CAN’T TAKE MY EYES OFF YOU, numa sacada deliciosa… Mais uma com a cara dos finais de tarde na beira da praia do Trapiche nos anos 80… Por quê é tão gostoso ver as ondas rebentando na areia? E com um fundo musical desses aquele mar fica bem mais azul…

Seguindo, mais outra raridade… Lembram de OWNER OF A LONELY HEART do Yes? Pois é… Existe uma versão lindíssima e bem diferente da original lançada alguns anos depois da original, que estourou em 1984. Eu adoro a ‘wonderous mix edit’ pelo seu arranjo abstrato. Quando foi composta, a música tinha a concepção de ser uma balada, mas Jon Anderson (vocalista do Yes) convenceu o produtor Trevor Horn a acelerar o pitch e transformar a canção numa produção incrível. Gosto de todas as versões, mas esta é muito bem feita e traz trechos recorrentes da versão original… Uma bela viagem… Saiu apenas como lado B num compacto que relançou a música em 1989.

Fechando a trinca de remixes nacionais, Ritchie e uma versão que tocou muito em rádio e nas festinhas de 1985… TELENOTÍCIAS fez parte do terceiro álbum do cantor e foi remixada pelo DJ Grego. Pop delicioso que fez a juventude oitentista ir às favas nas festinhas regadas a ponche… Gosto do sax destacado nessa versão e dos vocais do refrão do cantor. Gostinho das tardes de sábado…

A última é deliciosa, também! HEY DJ é um clássico da onda break que infestou o mundo entre 83 e 85… A versão original foi produzida pelo mago Malcolm McLaren e seu The World Famous Supreme Team. É uma gravação memorável que grudava na gente… Em 1994, a música foi relançada pelo Lighter Shade of Brown numa versão que parece homenagear a original. A música continuou poderosa e ganhou essa remix de Kenny ‘Dope’ Gonzalez e Louie Vega, mais conhecidos pelas suas versões ‘ken-lou’… O final é suave com um delicioso teclado fechando mais esse nosso especial das maiores remixes de todos os tempos.

Pra se deliciar com mais essas pulsações ímpares, clique no link abaixo e embarque…

AS MAIORES REMIXES DE TODOS OS TEMPOS (SALADA MUSICAL)

Frase do Post: O ser humano não pode deixar de cometer erros. É com os erros que os homens de bom senso adquirem a sabedoria do seu futuro. (Plutarco)

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