Azarando na Manchete… Saudade boa… Música boa… E as vinhetas!

Posted in Máquina do tempo..., Nas pick-up's... on Agosto 4, 2009 by edwardsoliveira

disc

Até as vinhetas de rádio eram melhores nos anos 80! Melódicas e de muitíssimo bom gosto, serviam pra passagem de uma música a outra, mas também ditavam o estilo da emissora. E não raro era se apaixonar pela canção que vinha logo depois da vinheta!

Vamos trazer nesta terça-feira um set especial com lindas canções, numa salada musical temperada por algumas vinhetas originais da Manchete FM do Rio de Janeiro.

E, assim como acontecia no rádio, só vamos descobrir a pérola musical que virá, após a vinheta… Mas, garanto que teremos muita harmonia, saudade e, claro, raridade!

Listei algumas canções que têm me infectado muito nos últimos dias… Novas, não tão novas e antiguinhas… Mas todas deliciosas! Prontos pra viagem? Então, clique e curta… Passaporte vip!

AZARANDO NA MANCHETE

Frase do Post: E reputemos perdido o dia em que não se dançou nem uma vez! E digamos falsa toda a verdade que não teve, a acompanhá-la, nem uma risada! (Nietzsche)

Vamos pra 1989 com o Dancing Nights?

Posted in Nas pick-up's... on Julho 31, 2009 by edwardsoliveira

radio

Em 1989, Giancarlo Secci produziu diversos programas Dancing Nights pra Atalaia FM. Foram programas exclusivos e que um amigo meu de longa data tem os arquivos já em mp3.

DJ Celso é o mais importante disc-jockey de Aracaju… Tocou na época em que boate era boate mesmo! E, ao contrário do que se vê hoje em dia, mixa muito bem, além de ter um gosto musical refinado.

Ele guardou essas preciosidades e vamos curtir esse programa que foi ao ar em 02 de setembro de 1989… Quase 20 anos já se passaram, mas ainda é emocionante curtir essas coisas que faziam o rádio muito mais gostoso que hoje em dia.

Era a época em que os houses da PWL estavam dominando todas as paradas e pistas de dança no mundo. A mágica das locuções de Giancarlo ainda valia a pena e a qualidade musical também…

Vai embarcar ou não pra curtir essa quase uma hora de saudade?

DANCING NIGHTS (ATALAIA FM, 02-09-1989)

Frase do Post: Existem pessoas elegantes e existem pessoas enfeitadas. (Machado de Assis)

RE-POSTAGEM: Nós conseguimos chegar aos 10.000 cliques… Então, aqui vai a minha banda favorita: Daryl Hall e John Oates… A dupla! Com set mixado pra baixar…

Posted in Artistas Incríveis..., Máquina do tempo..., Nas pick-up's... on Julho 30, 2009 by edwardsoliveira

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Em 1984, a Associação Americana da Indústria Fonográfica (RIAA) confirmou, junto com as revistas Billboard e Newsweek, que Daryl Hall & John Oates formam a dupla de maior sucesso na história da música americana, tendo acumulado um número maior de discos de ouro e platina que qualquer outro dueto.

Certamente o sucesso da dupla entre 75, quando eles conseguiram entrar pela primeira vez com um álbum na parada dos 20 mais vendidos nos Estados Unidos, e 2006, quando lançaram um álbum de Natal pela primeira vez, têm sido recheados de prêmios – são meia dúzia de singles que chegaram ao número um da Billboard, nove discos de ouro, sendo cinco deles de platina. No final da década de oitenta, os dois passaram os Everly Brothers e se tornaram a dupla número 1 da era do rock. Eles ocupam a posição de número 24 no Top 25 de artistas da década de oitenta, com base no ranking de vendagem de álbuns. Na edição de 1995 do The Billboard Book of Top 40 Albuns, Hall e Oates ocupam o 87º posto dos maiores artistas de todos os tempos na era do rock (na edição de 1987 eles ocupavam o 73º posto). Além de tudo isso, os dois são responsáveis por 11 dos Top 100 singles do extinto selo RCA, onde o mais alto deles, MANEATER, ocupa a 13ª posição (sete das doze posições acima são de músicas de Elvis Presley).

“Nós nunca nos demos grandes expectativas”, diz Daryl Hall sobre sua parceria com John Oates. “Não formamos essa dupla imaginando vender milhões de cópias – nós estávamos felizes por fazer nossa música e conseguir mostrá-la. Eu não acho que isto tenha mudado ao longo de tudo que aconteceu nesses anos”.

Daryl nasceu em 11 de outubro de 1948 na Filadélfia. Filho de dois músicos clássicos que deram-lhe aulas de piano e voz, esperando que ele seguisse a carreira dos pais. Mas Hall começou a seguir os rumos da música. Ainda adolescente, Daryl se envolveu com a vibrante cena do rhythm & blues da Filadélfia. Ele admirava nas esquinas os grupos vocais de negros chegando a impressioná-los tanto por sua devoção que, por vezes, era convidado a cantar junto com eles. Ainda assim, para não desapontar seus pais, continuava seus estudos de música clássica.

Nessa época, começou a experimentar o sucesso em ambos os gêneros, simultaneamente: à tarde, cantava na Philadelphia Orchestra, e à noite fazia apresentações em pequenos clubes da cidade cantando músicas de Smokey Robinson. Chegou a gravar como um membro do grupo Kenny Gamble & The Romeos.

Formou, em 1964, o grupo The Temptones, junto com Barry Glazer, Paul Fogel, Kenny Halpern e Brian Utain. Em 1966, foram considerados a segunda maior banda de brancos da Filadélfia, tendo gravado um disco pela Bear Family Records. Uma primeira prova de seu vitorioso talento foi a oportunidade que foi dada para gravar um single em 1967 para a Arctic Records, uma pequena gravadora local. GIRL, I LOVE YOU (incluindo Hall, acompanhado pelo grupo The Romeos) foi bem executada, alçando bem a parada rhythm & blues de estações da Filadélfia e merecendo um novo lançamento, SAY THESE WORDS.

Em sua carreira como guitarrista de estúdio, na segunda metade da década de 60, tocou com outros músicos no Sigma Studios na Filadélfia, berço de grupos como O’Jays, Harold Melvin & The Bluenotes e The Three Degrees.

Em 1968, Daryl Hall grava um single contendo as canções VICKY-VICKY e A LONELY GIRL, que foi lançado pela Parallax Records. Hall participou ainda de um projeto chamado The Electric Indian, com a faixa KEEM-O-SABE, um hit que alcançou o 16° lugar na parada instrumental de 1969. “Provavelmente a pior gravação já feita na história”, acrescenta Daryl.

John Oates nasceu em 7 de abril de 1949 em Nova Iorque. Filho de pais que adoravam rock and roll, eles o encorajaram a se interessar pelo mesmo. Sua mãe sempre o levava a concertos como de Bill Halley & His Comets.

Oates começou a estudar guitarra quando tinha oito anos e voltou-se para os estilos country e blues, eventualmente adotando uma rotina em que imitava o estilo de Elvis Presley.

Assim como Daryl Hall, depois que sua família mudou-se para a Filadélfia, John Oates viveu na cidade como um adolescente a ver apresentações de grupos de soul como Sam & Dave ou Gary U.S. Bonds, ou passava seu tempo com grupos locais ou em bandas que montava com amigos, além de começar como músico e cantor de estúdio.

Em meados da década de 60, fundou o grupo The Masters.

Os dois se conheceram em 1967 e rapidamente se tornaram amigos graças ao mútuo interesse por soul e rhythm & blues. Em 1969, os grupos The Masters e The Temptones são desfeitos, e Daryl Hall casa-se com Bryna Lublin. John começou a tocar em sessões ocasionais com o novo grupo de rock de Daryl, o Gulliver, que lançou um disco em 1970, quando eles deixaram o grupo para formar uma dupla. À época, ambos estavam muito interessados no estilo folk.

Daryl Hall e John Oates se conheceram quando escapavam de uma briga de gangues locais onde tocavam. Depois disso, John Oates embarcou para um período de férias na Europa. Até lá, Daryl Hall continuou gravando com o Gulliver – de onde fazia parte o jovem cantor Tim Moore, que fez algum sucesso no Brasil com a canção YES. Este grupo se dissolveu no final de 1970, e a partir de 1971 já se podia ver Hall e Oates compondo e fazendo shows sob o nome de Whole Oats.“Nós dizíamos ‘toda essa coisa de banda é desgastante, por que não fazemos algo mais simples?’ A idéia era ser uma dupla de compositores que trabalhassem juntos, em oposição à outra idéia de líderes de banda”, lembra Oates.

Nesta fase, a dupla já era empresariada por Tommy Mottola – um representante local e, sem dúvida alguma, um dos principais responsáveis pelo sucesso dos dois – que conseguira o contrato com a Atlantic Records, gravadora responsável pelo lançamento dos primeiros discos da dupla.

warbabies.jpg Em 1970, chegam a participar do disco Break Out Of The City de Andy Robinson, onde John Oates toca harpa na canção UPTIGHT SATURDAY NIGHT, e Daryl Hall faz backing vocals na faixa SALLY SHE WEEP. Sobre essa fase Hall diz: “As gravações dessa época são realmente um exemplo da nossa tentativa de provar nossos próprios limites para mostrar nossa veia de rhythm & blues e entrar no grupo dos cantores e compositores. Nós estávamos cheios de exuberância e não nos preocupávamos com o futuro – apenas revelávamos nosso presente e queríamos perceber até onde poderíamos levar nossos talentos”.“Olhando para trás, eu diria que nossos três primeiros discos são passos para alcançar algum tipo de sonoridade”, acrescenta Oates. “O primeiro foi tendenciado ao folk, o segundo começou a combinar folk acústico com um pouco de funk, e o terceiro foi nosso mais aventurado lado de rock and roll. Os álbuns seguintes incluiam uma mistura de todos esses elementos”, conclui Oates.

Pela Atlantic, eles lançaram Whole Oats, em 1972. Um álbum que, apesar de não colher boas críticas e não ter agradado ao público, não desanimou a dupla. Estabelecidos em Nova Iorque, a dupla começou a compor as canções para o novo disco, se fixando mais fortemente nas trilhas do rhythm & blues. Nesta mesma época, Daryl Hall havia se separa de Bryna Lublin, e, inspirado nisso, compôs junto com Oates a canção SHE’S GONE. O resultado destas experiências foi o disco Abandoned Luncheonette, lançado em outubro de 1973, que teve mais características soul, que se tornaria sua marca registrada, colhendo melhores críticas e escorando o pequeno hit, SHE’S GONE.

“Nós sentamos e criamos uma estratégia para aquele álbum”, diz Oates. “Entretanto, nós sabíamos que não queríamos ser vistos como dois guitarristas tocando música introspectiva”.

Bastante experimental, o terceiro lançamento da dupla, War Babies, de 74, soava um tanto azedo, com um tom mais centrado no rock metálico, e que alargou um pouco seu público. Relembrando suas apresentações no mesmo período, Hall disse a Michael Ryan, da revista americana People: “Nós tocávamos em pequenos lugares onde as pessoas atiravam todo tipo de coisa”.

Em 1975, a dupla assinou contrato com a gravadora RCA, e onde permaneceram até 1988, e lançaram seu debut, Daryl Hall & John Oates, e que ficou mais conhecido como The Silver Album. Este era um disco com um tipo de soul mais maduro e de onde saiu o single SARA SMILE, que chegou à quarta posição na parada.

Curiosamente, alguns críticos e fãs trouxeram à cena o Abandoned Luncheonette, para obter mais do talento da dupla, e SHE’S GONE transformou-se num hit bem maior do que houvera sido inicialmente, alcançando o 7º posto na parada da Billboard.

biggerthan.jpg Hall & Oates mantiveram sua popularidade com o primeiro disco platinado, o álbum Bigger Than Both Of Us, de 1976, o segundo pela gravadora RCA, que teve como hits RICH GIRL (o primeiro número 1 da dupla), BACK TOGETHER AGAIN (que chegou ao 28° posto) e DO WHAT YOU WANT, BE WHAT YOU ARE (que ocupou o 39° lugar na parada). Ainda neste ano, Daryl Hall e Ruth Copeland gravam o dueto HEAVEN.

Seus próximos três discos, porém, não foram tão bem sucedidos. Em 1977, lançaram Beauty On A Back Street, que trouxe os sucessos DON’T CHANGE, THE EMPTYNESS e WHY DO LOVERS BREAK EACH OTHER’S HEART? (esta última, um grande sucesso na Inglaterra).

Live Time é o primeiro registro ao vivo da dupla em disco. O LP faz um apanhado desta primeira fase na gravadora. Nele encontramos as versões de shows para RICH GIRL e SARA SMILE.

Em 1978 lançam Along The ed Ledge que coloca IT’S A LAUGH no 20° lugar da parada da Billboard. Este disco foi mais direcionado ao rock que seus sucessos anteriores. No ano anterior, 1977, Daryl Hall havia gravado seu primeiro disco solo, chamado Sacred Songs, e que foi produzido por Robert Fripp e foi lançado em 1979. O disco não representou um fracasso comercial, mas teve pouco sucesso. Talvez por prever isso a RCA relutou tanto em lançá-lo no mercado. 

Ainda em 1979, os dois lançam X-Static que traz o single WAIT FOR ME, que chegou ao 18° lugar na parada. O álbum foi bastante influenciado pela disco music, caracterizado principalmente pelas faixas PORTABLE RADIO, WHO SAID THE WORLD WAS FAIR e RUNNING FROM PARADISE – esta última antecipando a batida utilizada pela dupla durante toda a década seguinte em alguns de seus grandes sucessos. Como sobra de estúdio deste álbum, foi lançada no lado B do single WAIT FOR ME a canção NO BRAIN, NO PAIN, que tem partes de seu instrumental incluídos na faixa HALLOFON, presente no álbum. Houve também a faixa TIME’S UP (ALONE TONIGHT) e que foi incluída numa edição especial do álbum em CD.

voices-capa-original.jpg Em 1980, sai o disco Voices que colocou os dois novamente na estrada e emplacou quatro músicas – HOW DOES IT FEEL TO BE BACK (no 30° posto), YOU’VE LOST THAT LOVIN’ FEELING (uma regravação do sucesso dos Righteous Brothers e que ocupou o 12° lugar na Billboard), YOU MAKE MY DREAMS (5° lugar na parada) e KISS ON MY LIST (outro número 1 – o segundo para a dupla). Com este álbum a dupla passou a cuidar de sua produção. “Antes, as músicas passavam por um processo de filtragem através da percepção do produtor e do arranjador, e dependia também dos músicos de estúdio que eles contratavam. No disco Voices não utilizamos nenhum processo deste tipo, e foi gravado com a nossa própria banda. Fez um grande sucesso, e ficamos especialmente emocionados”, afirmou Daryl. Este trabalho ficou marcado pela primeira mistura de tendências internacionais como o ritmo das ruas de Nova Iorque, a novidade da música sintetizada inglesa, o doo-wop da Filadélfia, o soul da Motown e o pop americano. Uma curiosidade deste LP é que ele traz a versão original de EVERYTIME YOU GO AWAY, que em 1985 se tornaria um grande sucesso na voz de Paul Young.

Private Eyes, lançado em 1981, utilizou-se da mesma estratégia de Voices. A canção PRIVATE EYES (terceiro número 1 da dupla) levou Daryl Hall e John Oates à indicação para o Grammy de melhor performance pop vocal de duo ou grupo. Esta música possui uma remix inglesa com a guitarra mais pronunciada e o piano bem menos que na original. Uma outra faixa do disco, I CAN’T GO FOR THAT (NO CAN DO), transformou-se num fenômeno total, alcançando o topo da parada americana nas categorias pop, contemporânea, rhythm & blues e dance, e se tornando o quarto número 1 deles. Além destas duas, ainda estouraram DID IT IN A MINUTE (6° lugar na Billboard) e YOUR IMAGINATION (33° lugar, também na Billboard).

Em 1982 veio o H2O, o nono disco da dupla, e que trouxe mais três sucessos: MANEATER (quinto número 1 da dupla), FAMILY MAN (6° lugar na parada) e ONE ON ONE (7° lugar na Billboard). Após o lançamento do disco, a dupla foi objeto de um especial do Home Box Office que gravou o concerto realizado no Montreal Forum, Canadá, intitulado Rock ‘N Soul Live e que foi lançado em DVD.

rock-n-soul-part1.jpg O ano de 1983 trouxe uma grande turné que levou Hall & Oates à Europa, Austrália e Inglaterra, além de percorrerem praticamente todos os estados americanos. Mas, ainda neste ano, Daryl e John entraram no Eletric Lady Studios, em Nova Iorque, para gravar SAY IT ISN’T SO e ADULT EDUCATION, que seriam incluídas como faixas inéditas na coletânea de sucessos Rock ‘N Soul – Part 1. Enquanto gravavam, eles abriram as portas do estúdio para as câmeras da MTV, que filmou um documentário especial parecido com um outro de meia hora de duração e que foi ao ar em 1982, durante a gravação do H2O, também no Electric Lady Studios, em Nova Iorque. O disco, duplamente platinado, incluía ainda uma versão ao vivo de WAIT FOR ME, extraída do show que a dupla fizera no ano anterior em Montreal, Canadá. À exceção destas, todo o restante do material é composto dos grandes sucessos da dupla até então. Das inéditas, SAY IT ISN’T SO chegou ao segundo lugar na parada, e ADULT EDUCATION ao oitavo.

bigbamboom.jpg Big Bam Boom foi o álbum de 1984, lançado quase que simultaneamente nos Estados Unidos e Brasil. O disco foi o resultado de nove meses de gravação em estúdio, e Daryl explica: “Eu diria que o Big Bam Boom foi a melhor coisa que tínhamos feito até então. Não deixamos nada de fora do disco. Juntamos tudo, dedicando muito tempo e esforço, onde nós prestamos atenção a cada um de seus detalhes – coisa que não fazíamos normalmente. Isto tudo não significa, porém, que tivéssemos perdido nossa característica espontaneidade. Este disco foi feito para dançar e segue uma direção diferente no nosso estilo”. A faixa OUT OF TOUCH chegou ao número 1 no final de dezembro do mesmo ano, sendo muito executada em todas as emissoras de rádio do planeta. Além dela, outras três emplacaram: METHOD OF MODERN LOVE (5° lugar na Billboard), SOMETHINGS ARE BETTER LEFT UNSAID (19° lugar na parada) e POSSESSION OBSESSION (30° lugar na mesma parada).

a-nite-at-the-apollo.jpg Daryl Hall & John Oates Live At The Apollo With David Ruffin & Eddie Kendricks é o disco da dupla para 1985. Trata-se do segundo registro ao vivo dos dois, gravado durante o histórico concerto da dupla no lendário Apollo Theatre de Nova Iorque. No disco, Hall e Oates se unem a duas das maiores influências da sua música – David Ruffin e Eddie Kendricks, os dois principais vocalistas do Temptations.

No ano seguinte, a dupla não grava e Daryl Hall aproveita para lançar seu segundo álbum solo – Three Hearts In The Happy Ending Machine - que, a exemplo do primeiro, obteve boas críticas mas desapontou seus fãs, não vendendo tão bem quanto os discos da dupla. O disco, que alcançou a 29ª posição em vendagens, foi gravado em Paris, e contou com a co-produção de Dave Stewart do Eurythmics, trazendo dois hits: DREAMTIME (que chegou ao 5° lugar na parada) e FOOLISH PRIDE (36° lugar na Billboard). Hall também foi um dos colaboradores na faixa título do filme Ruthless Peolple (que no Brasil tem o título de Por favor Matem A Minha Mulher), em que Mick Jagger canta e ele faz coro com Dave Stewart. John Oates seguiu seu próprio caminho, lançando neste mesmo ano o single (SHE’S THE) SHAPE UP THINGS TO COME, que fez parte da trilha sonora do filme About Last Night (ou Sobre Ontem A Noite).

Ooh Yeah! é o disco de 1988. Nele, a dupla desfaz a banda que trabalhara com eles desde o começo da década de 80, apenas permanecendo com o baixista e o saxofonista. “Neste trabalho nós começamos escrevendo, como sempre fizemos”, acrescenta Hall, “nós possuímos a curiosa habilidade de permanecermos muito tempo afastados, mas pensando sobre as mesmas coisas. Assim, as canções aparecem mais intensamente”. O disco emplaca três sucessos: DOWNTOWN LIFE (31° lugar na parada), EVERYTHING YOUR HEART DESIRES (3° lugar na Billboard) e MISSED OPORTUNITY (29° lugar).

O próximo trabalho dos dois como dupla viria dois anos depois, em 1990, com o disco Change Of Season. Neste, os dois praticamente trabalham em separado. Não há composições assinadas por ambos, que limitam-se a produzir algumas das faixas. Ainda assim, o disco traz SO CLOSE (11° lugar na parada da Billboard) e DON’T HOLD BACK YOUR LOVE (41° lugar, também na Billboard).

Em 1993, com o lançamento de Soul Alone, Daryl Hall conecta-se, oportunamente, com sua própria característica do soul da Filadélfia. Gravado em Nova Iorque e Londres, onde o cantor eventualmente divide seu tempo, o disco planta Hall firmemente no presente, estabelecendo um novo padrão de personalidade musical, empreendendo-o como mescla entre o novo e o tradicional. Junto a profundas e pomposas sessões rítmicas, deslizando pelos arranjos da London Session Orchestra, entoa a voz de Hall – uma mistura de suavidade e rusticidez – trazendo uma coleção de sons fortes, cujo enredo remetem ao romance. Em melodias cheias como BODERLINE, THIS TIME, WRITTEN IN THE STONE, LOVE REVELATION e STOP LOVING ME, STOP LOVING YOU – esta última baseada num obscuro som de Marvin Gaye que Hall reescreveu reverentemente com sua parceira de longa data Sara Allen, numa letra que fala de amantes que degladiam-se com suas duas necessidades de compromisso e independência.

Em 1994, Daryl Hall grava com o grupo Sounds Of Blackness o tema da Copa do Mundo dos Estados Unidos, GLORYLAND, e em 1995, grava um dueto com a falecida cantora Dusty Springfield chamada WHEREVER WOULD I BE?, tema do filme While You Were Sleeping, e que pode ser encontrada em um bom número de mixagens.

Em 21 de novembro de 1996, Daryl Hall lança apenas no Japão o seu quarto disco solo – Can’t Stop Dreaming. O primeiro single do álbum foi a canção JUSTIFY, que atingiu o primeiro lugar na parada japonesa. Em seguida, no dia 21 de fevereiro de 1997, foi lançada a faixa CAN’T STOP DREAMING como segundo single do disco. Para o mercado americano, foram importadas inicialmente 5 mil cópias do lançamento como item para colecionadores. O disco foi oficialmente lançado em 2003 no mercado dos Estados Unidos.

marigold.jpg No dia 30 de setembro de 1997, nos Estados Unidos, a dupla volta a lançar mais um disco após um hiato de quase sete anos em estúdio juntos – Marigold Sky. O disco foi um grande sucesso de crítica e vendeu bem. A faixa PROMISE AIN’T ENOUGH teve ótima execução nas rádios americanas e chegou a tocar em muitas emissoras do Brasil. Para as pistas de dança foram lançadas remixes da faixa HOLD ON TO LOVE num doze polegadas especial. Depois disso, a dupla partiu para uma tour pelos principais estados americanos. 

Em 1999, fazendo parte da trilha sonora do filme Runnaway Bride (no Brasil, Noiva Em Fuga), a dupla lança a balada inédita AND THAT’S WHAT HURTS.No dia 19 de março de 2002 sai mais uma coleção de hits da dupla… Agora denominada VH1 Behind The Music – The Best Of Daryl Hall & John Oates. Na verdade o disco fazia parte do projeto do canal americano VH1, que fez um especial com a dupla e lançou a coletânea. O disco trazia algumas canções inéditas. SOMEONE LIKE YOU, que aparecia no segundo disco solo de Daryl, foi regravada agora com a dupla. HEARTBREAK TIME e DO IT FOR LOVE, que fariam parte do álbum lançado no ano seguinte, ganharam suas primeiras prensagens em disco.John Oates, em agosto de 2002, lança seu primeiro disco solo (Phunk Shui), muito direcionado para o r&b e o soul, e faz alguns concertos pra divulgá-lo. O site do álbum é muito interesante e contém muita informação sobre cada faixa, incluindo a história por trás delas.Em 2003 a dupla lança DO IT FOR LOVE que trouxe como grandes sucessos a faixa-título e FOREVER FOR YOU. Crítica e público foram positivos em relação ao disco e a dupla saiu em mais uma turnê mundial, incluindo Europa e Japão.O disco é uma condensação dos melhores trabalhos da carreira dos dois, trazendo claras referências ao clássico Abandoned Luncheonette, ou ao ambicioso Along The Red Ledge, ou ainda Voices, H2O e Change Of Season. Sobre Do It For Love, Hall diz “Nós fazemos isto absolutamente por amor. Estamos no mundo da música e gostamos de fazer disso nossa sobrevivência, mas não acredito que isto seja possível por tanto tempo  se estivéssemos fazendo sem paixão. Você tem que gostar daquilo que faz. E demonstrar no palco”. E continua, “Todas as noites, quando subimos para um show, cada sorriso que mandamos pra platéia temos a retribuição de volta. E nós entendemos o que isso significa. É o que fazemos, e é verdadeiro”.O disco fez com que a dupla retomasse as grandes turnês americanas e no Japão, e tem como um de seus destaques uma regravação para a música SOMEDAY WE’LL KNOW, sucesso com a ótima banda New Radicals, e que contou com a participação especial de Todd Rundgreen, um dos grandes produtores que trabalhara com a dupla no disco War Babies de 1974.Das sobras de estúdio, e que não entraram no CD original, está a bela IT MUST BE – que saiu em singles e numa versão alternativa do disco.

ho.jpg Em 25 de março de 2003, a dupla participa da histórica série Live By Request, do canal de tevê a cabo A&E Mundo. O show é uma coleção de pedidos feitos ao vivo, através de telefonemas de fãs, ou por grandes astros. Neste especial de Hall & Oates uma das grandes participações foi a de Carly Simon. Este especial foi lançado em novembro do mesmo ano num DVD que incluía algumas faixas bônus que não foram ao ar, além de um CD com uma parte das canções do show.Em maio de 2004, John Oates lança seu primeiro registro ao vivo solo em DVD. John Oates: Live At The Historic Wheeler Opera House traz músicas da dupla e canções do novo álbum de John (Phunk Shui), e inclui ainda um CD com versões ao vivo pra outras canções.Em setembro do mesmo ano, Daryl lança um disco ao vivo com um show solo na Fildélfia. Daryl Hall: Live In Philadelphia traz registros dos álbuns solo de Daryl e é considerado um item de colecionador.

dream-single.jpg Outubro de 2004 traz o disco Our Kind Of Soul, onde a dupla regrava grandes canções de artistas que foram sua influência e inclui também algumas novas composições… A versão do álbum lançada no Japão tem o bônus WITHOUT YOU, de Harry Nilson. O disco tem como atrativo, ainda, a versão da dupla pra I CAN DREAM ABOUT YOU que, segundo Daryl, foi composta por Dan Hartman em 1984 para a dupla. Como eles estavam com o disco Big Bam Boom finalizado, não deu pra incorporar ao repertório. E complementa Daryl, “Foi uma grande surpresa poucos meses depois ouvir I CAN DREAM ABOUT YOU tocando no rádio numa versão linda com Dan Hartman”. Com o disco, Hall e Oates caem novamente na estrada, fazendo muitos shows e gravando até um outro DVD com o registro das canções ao vivo nas Bahamas…

Além das músicas do álbum, o DVD traz regravações dos clássicos da dupla SARA SMILE, ONE ON ONE e MANEATER.No final de 2006, a dupla lança seu primeiro disco especial de Natal. Nele, a dupla regrava alguns standards natalinos e algumas novas composições. O disco inlcui também uma regravação de JINGLE BELL ROCK, que a dupla havia lançado em compacto em 1984.O disco é muito bom e mantém o estilo que consagrou a dupla, ou seja, o blue-eyed soul.Daryl Hall & John Oates têm tantas músicas que fizeram sucesso e marcaram especialmente a década de 80…

E pra comemorar os 10.000 cliques em nosso blog, preparei um set especial com algumas das pérolas de Hall & Oates, mixadas pra gente curtir!

Abrindo, uma clássica que tocou muito: OUT OF TOUCH e sua versão remix feitas pelas mãos mágicas de Arthur Baker… O ano era 1984 e foi marcante um som desses no rádio. O clip é muito bom… Tenho todas as versões desse hino da década de 80!

Virando vem uma outra de 1984, e do mesmo disco Big Bam Boom (que deve ser comprado!)… POSSESSION OBSESSION é uma das mais lindas canções da dupla e tem os vocais de John Oates… Aqui a 12 polegadas, com um solo de sax de Charlie DeChant maravilhoso. Tenho muita nitidez de ouvir esta versão Transamérica e na Bandeirantes FM. Os backing vocals são uma referência clara à influência maior da dupla: os Temptations. É uma tremenda doze polegadas…

A terceira da sequência é uma canção dos discos mais recentes da dupla, mas tem o estilo das coisas da década de 80. LIFE’S TOO SHORT é um rock muito gostoso e aqui está incluída a minha extended…

Fechando, a ótima remix de Ben Liebrand pra a clássica I CAN’T GO FOR THAT (NO CAN DO)… O re-arranjo de teclados e a nova percussão dão um gosto ótimo à essa versão. Foi oficialmente incluída num single de 1991 e de lá pra cá faz muito sucesso lá em casa. Uma referência pra qualquer pista de dança, possui novas versões, além de ser uma das mais sampleadas… Música boa demais e inteirinha…

Essa é uma homenagem à essa dupla que tantas vezes me fez viajar por todas as suas melodias e a todos aqueles que clicaram nesses, agora, mais de 10.000 acessos em nosso blog…

Valeu meu povo! Estejam certos de que junto a vocês a música fica muito mais saborosa!

Então, que tal curtir um pouquinho da grande referência musical que eu tenho? Clique no link abaixo e ouça…

ED’S HAL & OATES SET MIXADO

Postado originalmente em abril de 2007.

SWV e uma extended exclusiva pro blog!

Posted in Charme..., Nas pick-up's... on Julho 29, 2009 by edwardsoliveira

Cover 

SWV, pra quem não sabe, significa Sisters With Voices! Foi um delicioso grupo que surgiu na primeira metade dos anos 90 e  fazia um r&b classudo e muito vigoroso. Sampleavam coisa boa e tinham vocais maravilhosos… Eu curtia demais. Uma de suas melhores sugadas foi HUMAN NATURE em uma das remixes de RIGHT HERE… Era de passar mal… Aiás, ainda é!

Nesta quarta-feira, vamos destilar uma versão longa exclusiva de uma de suas melhores canções. Aliás, minha favorita! ANYTHING bateu o primeiro lugar na parada dance/club da Billboard e alcançou o décimo oitavo posto no top 100. Foi trilha do filme Above The Rim e toca muto aqui em casa!

O quê mais me impressiona é o groove delicioso que a produção de Teddy Ridley consegue. Os samples são de Freedom e a maravilhosa GET UP AND DANCE de 1979. Existem músicas que parecem melhores que outras, não é? Outras conseguem ser melhoradas… Outras têm uma nova vida depois de sampleadas… GET UP AND DANCE foi revigorada após ANYTHING… E, esta última, foi ampliada numa versão aqui pra o nosso blog… São oito minutinhos e quinze segundos muito bons pra quem se satisfaz com r&b de qualidade…

Quer curtir mais uma versão exclusiva? Então, check it out…

SWV – ANYTHING (ED’S LONG VERSION)

Frase do Post: Somos feitos do material de que são feitos os sonhos. (Shakespeare)

RE-POSTAGEM: Lentinhas com cheiro de naftalina…

Posted in Implicações românticas..., Nas pick-up's... on Julho 28, 2009 by edwardsoliveira

heart.jpg 

Eu estive um tanto sumido… Desde o último final de semana, estava num corre-corre danado, sem muito tempo pra postar novidades das antigas… Trabalho, pós e as finais dos campeonatos estaduais… Ufa! But now, here we go again…

E o que houve com as lentinhas?

Estava eu novamente com aquela necessidade de curtir estas lentinhas… Já faz um tempinho que nosso blog não traz um set pra acalentar nossos pensamentos… Vamos a ele, então?

Abrindo uma lenta no mais alto estilo da música negra do início dos anos 80. Um grupo que faz parte da nata da boa música black americana. Bar-Kays tem muita coisa que acertou as paradas no final dos anos 70 e início dos anos 80. Aqui a deliciosíssima balada ANTICIPATION com um solo de saxofone melódico e pronto pra quem quiser convidar alguém especial pra dançar… Experimente… Garanto que só a música já vale. Estamos agora em 1982…

Depois temos uma das músicas lentas com os vocais mais bonitos que uma cantora conseguiu produzir. Chaka Khan regravou GOT TO BE THERE em seu disco de 1982. A versão original com o ainda pequeno Michael Jackson, apesar de ser muito boa, foi superada de longe por esta. A incrível potência dos vocais da cantora me impressionam ainda hoje… É uma das minhas preferidas e mais escutadas ao final das noites… Fez parte da ótima trilha sonora da novela global Final Feliz, que tem um monte de outras canções maravilhosas. Um disco que precisaria ser lançado em CD pra que essas novas gerações tivessem a noção do quanto eram boas as trilhas daquela época…

A terceira é outra música inesquecível de um grupo que curto muito… Supertramp é uma grande banda que povoou a década de 70 e 80 com melodias muito bem arranjadas e vocalizações marcantes. MY KIND OF LADY é uma música bem ao estilo dos anos 50 e tem um dos clips mais bonitos que eu já pude assistir… Cheio de vinis e uma dançarina cujo chapéu e a saia são discos… Lindo! Aliás, tem um DVD da banda chamado The Story So Far que traz vários trechos e de shows e como bônus clips, incluindo o de MY KIND OF LADY. Não deixem de comprar, pois vale muito como um souvenir da mágica dos anos 80…

Seguindo vem uma produção dos Bee Gees pra Kenny Rogers de 1983… A maravilhosa e romântica YOU AND I tem ma suavidade, pra mim, brilhante… Era mais um sucesso em bailinhos e festinhas com a turma de colégio… Muito apropriada pra sentir saudades de alguém… Alguém especial, claro!

Commodores trouxe ao mundo a voz de Lionel Ritchie e muitas baladas marcantes… Os caras emplacavam sucesso atrás de sucesso… Era bom demais pois as lentinhas eram naquele estilo de música e piano marcante. EASY é uma das grandes referências da banda e já foi regravada por muita gente boa… Mas, nesse caso, a original não deixa nada a desejar… Adoro o solo de guitarra… Perfeito!

Fechando essa seqüência de pouco mais de 27 minutinhos, uma clássica com um de meus grupos preferidos: Style Council… YOU’RE THE BEST THING é uma canção mágica e de um romantismo bem inglês. Acho um dos arranjos mais fortes da escola britânica de produção musical… Os vocais de Paul Weller são muito bons e a guitarra traz uma classe a mais pra canção. O refrão é um dos mais bonitos… Aqui, escolhi a versão remix com algumas inclusões de sax e cordas na versão final… Uma viagem pra começar bem essa semana quebrada…

As lentinhas voltaram! Então, basta clicar no link abaixo pra curtir ao lado de uma companhia à altura… Boa viagem!

LENTINHAS COM CHEIRO DE NAFTALINA

Postado originalmente em maio de 2007.

Vamos abrir a semana com um triplex de belos houses mixados?

Posted in Nas pick-up's... on Julho 27, 2009 by edwardsoliveira

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Outra segunda-feira? Ops! Significa menos um fim de semana… Então, pra trazer mais gás, vamos começar com o ótimo astral daqueles houses que encheram muitas pistas no início dos anos 90. Houses melódicos são meus preferidos, vocês sabem… Catei três deles numa sequência com gosto de dôce!

Na abertura da pista de dança, a bela Dani’elle Gaha com STUCK IN THE MIDDLE. Em nosso set especial de segunda-feira teremos a maravilhosa versão ‘e-smooth’s groove’ com seus teclados mágicos e os lindos vocais de Dani’elle, que cheguei a confundir com a incrível Kym Sims. Lembro de curtir muito esse house classudo nas ondas da Nova FM Record de São Paulo, lá pelos idos de 1992. Eu babava com toda a qualidade da harmonia… Essa é mais uma prova de que música boa não tem idade.

Logo em seguida, voltamos um pouquinho no tempo, mas ainda com muita classe… Kylie Minogue e a ótima extended version pra WE KNOW THE MEANING OF LOVE… Essa versão saiu prensada no lado B do single da música TEARS ON MY PILLOW, lançado em 1990 pela turma da PWL… House comercial, pegajoso e delicioso! Ainda não consigo me desgrudar de canções assim. Adoro os efeitos vocais e os arranjos dos teclados que as remixes da PWL faziam… A cara da época, mas que ainda me enchem os ouvidos…

Fechando, uma versão linda de uma canção regravada pelas harmônicas meninas do grupo Brownstone. I CAN’T TELL YOU WHY foi originalmente lançada pelo Eagles em seu álbum de 1979, e é uma das mais lindas canções românticas do final dos anos 70… A música chegou a bater o oitavo lugar na parada de singles da revista Bilboard em abril de 1980, e foi regravada pelo trio de r&b Brownstone em 1995 – também numa versão romântica. Aqui trazemos a lindíssima remix na versão house e seu apoteótico final com um solo de teclados perfeito. Como é bom saber onde temos o ouvido…

São pouco mais de dezesseis minutinhos pra você baixar e começar com mais uma semana cheio de energia positiva… Quer conferir? Basta clicar no link abaixo pra ter certeza…

HOUSES COM GÔSTO DE DÔCE

Frase do Post: Sonhar com o impossível é o primeiro passo para torná-lo possível. (Confúcio)

RE-POSTAGEM: Músicas pra relaxar a mente, aquecer o coração e alimentar bem mais a alma… Com uma salada musical especial pa curtir!

Posted in Nas pick-up's... on Julho 23, 2009 by edwardsoliveira

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Vocês já devem ter ouvido falar na definição de música… Um dos conceitos mais consensuais diz que a música é uma combinação de sons e silêncio desenvolvida ao longo de um tempo, e que é produzida antes de ser ouvida.

A música eleva os sentimentos mais profundos dos seres humanos e cria sensações que somente ocorrem graças à sua combinação ímpar de harmonias e voz…

Acho muito bonito o fato de podermos ouvir música desde o ventre das mães… Seria por isso que estaríamos tão familiarizados com sons de épocas onde ainda éramos embriões? Isso torna maior ainda a paixão por toda essa obra musical que se produz em todo nosso planeta. Através da música podemos viajar… No tempo… No espaço… Na vida.

É fascinante a variação de estilos e gostos musicais, que pessoas próximas ou não demonstram… Tem gente que curte coisas inacreditáveis… Pelo menos pra alguns de nós!

Eu já devo ter dito antes: MÚSICA É A VERDADEIRA MÁQUINA DO TEMPO! Então, vamos embarcar na nossa exclusivíssima caixinha de emoções rumo às nossas almas sedentas por sensações?

Pra brindar essa sexta-feira, véspera do dia em que vamos homenagear as mulheres MAIS IMPORTANTES de nossas vidas e com a presença de Divina aportada no Brasil, preparei uma salada musical de pérolas musicais…

Abrindo, uma das baladas mais lindas da década de 70, com um dos maiores grupos de todos os tempos, Stylistics. WE CAN MAKE IT HAPPEN tocou muito no Brasil e teve até uma versão lindíssima feita pelo ator Carlos Eduardo Dolabella. É uma música com gosto de passado e uma sensação de ‘amor bom’… Positiva, apesar de sentimental. Eu curto demais essa raridade que deixou de ser tocada em nossas rádios…

A segunda é Guru e os deliciosos vocais de N’Dea Davenport, vocalista do Brand New Heavies, com a ótima TRUST ME. Trata-se de uma fusão muito própria do início da década de 90 pra o rhythm & blues e o jazz… Tivemos uma safra excelente de grupos e cantores fazendo essa fusão. Os teclados tocados nessa canção seguem bem esse estilo. A versão extended é lindíssima. Aliás, todos os CD’s de Guru merecem ser comprados pela diversidade e mistura de estilos, mas mantida a classe.

Seguindo, vem uma ótima com um grupo das antigas que ainda continua gravando. Laid Back estourou para o mundo com SUNSHINE REGGAE e WHITE HORSE, ambas de seu disco Keep Smilin’ de 1983. Na nossa salada musical vem uma de seu CD de 2005. HAPPY DREAMER tem uma guitarra deliciosa abrindo, logo em seguida à batida sêca que introduz, e também um arranjo de cordas muito harmônico, pra quem gosta de um combustível a mais nas nossas viagens… Gosto muito também dos vocais feitos num estilo bem largado… I’m a happy dreamer… I believe in love… I guess I’m not the only one.

Depois vem uma parceria perfeita entre Paul McCartney e Micheal Jackson em THE MAN. Essa faixa fez parte do disco de Paul na época em que ele e Michael andavam fazendo coisas juntos… Infelizmente essa colaboração acabou quando Jackson adquiriu boa parte dos direitos de músicas dos Beatles que McCartney tanto desejava. Mas, felizmente, a obra fica. E esse foi um dos grandes exemplos de como era forte a união dos dois. THE MAN tocou muito na Transamérica FM em 1984. Faz bem curti-la até hoje… A abertura é linda!

A quinta é uma música de Rita Lee, cantada por Gilberto Gil. PULA CAMINHA é bem agitada e muito pra cima. Lembro que nas locuções da Transamérica FM, ao se anunciar Gil, normalmente se dizia ‘Gil Black Gil’… Eu gosto demais das coisas de Rita Lee gravadas por outros cantores… Essa é um bom exemplo. Estamos agora em 1983.

A sexta é uma canção agitada do grande guitarrista Pepeu Gomes, lançada em 1983, e que fez algum sucesso acho que pela mistura explicitada em seu título (ROCK ‘N GOL), além de ser muito gostosa. Conheci esse rock numa coletânea ótima de 1983 chamada Verão 84. Vou tentar resgatar essa preciosidade pra postar no nosso tópico LP’s Clássicos.

Temos, então, uma canção muito swingada e com uma letra que curto muito. Tony Bizarro e ESTOU LIVRE é muito alto astral e tem um arranjo que lembra muito Tim Maia. Aliás, Bizarro, juntamente com o próprio Tim, é um dos pilares mais originais da black music brasileira. O cara era um destemido que gravou um disco na gravadora em que trabalhava enquanto o seu diretor viajava. Quando retornou, Toni foi demitido. Logo em seguida, lançou alguns compactos em 1983. Um desses era ESTOU LIVRE, que já foi regravada por Cláudio Zoli, inclusive. É uma balanço contagiante com uma letra inspirada numa blitz pela qual passavam Tony Bizarro, Robson Jorge e Lincoln Olivetti. Depois do susto, eles começaram a improvisar no carro: estou livre… estou vivo… vale a pena”. Chegando ao estúdio de Olivetti, fizeram os arranjos e na manhã do dia seguinte a música já estava prontinha.

A penúltima dessa sequência de 42 minutinhos é uma das maiores remixes de 1981. Johnny Bristol era um daqueles cantores blacks com vozeirão no melhor estilo de Lou Rawls. LOVE NO LONGER HAS A HOLD ON ME é um balanço inacreditável, com um arranjo muito ao estilo do final da disco music, porém sofisticado. Aqui degustaremos a versão 12 polegadas.

Fechando outra raridade da música negra que animou muitas pistas no início da década de 80. Dayton é um dos melhores grupos americanos de música negra popular. Eles regravaram o clássico HOT FUN IN THE SUMMERTIME, de Sly & The Family Stone, que é uma covardia. Porém, em nosso cardápio deste post aparece outra maravilha de seu repertório: THE SOUND OF MUSIC em sua versão inteirinha. Essa é uma das mais lindas remixes de uma canção que conheço. O arranjo e os vocais fazem a gente viajar para o mundo mais saudável: o da música.

E se você desejar embarcar em mais essa viagem exclusiva, basta clicar no link abaixo e aproveitar essa legítima salada musical, com ingredientes selecionados.

SALADA MUSICAL DO BLOG

Postado originalmente em maio de 2007.

33 minutinhos de melodia pra começar a semana bem e com harmonia!

Posted in Implicações românticas..., Máquina do tempo..., Nas pick-up's... on Julho 20, 2009 by edwardsoliveira

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Mais uma segunda-feira em nossas vidas… Mais um final de semana que ficou… É a mistura da vida onde vale muito aquilo que conseguimos trazer com a gente. Aqui em casa, tudo ficou muito melódico e com a cara daquele marzão de Maceió…

E pra selar todas as coisas boas que começaram nesse último weekend, vamos embarcar em pouco mais de meia horinha com muita melodia de canções que vão fazer sua semana ser bem mais harmônica!

Abrindo, Hall & Oates junto o grupo japonês Sing Like Talking regravando um do tesouros de Marvin Gaye… MERCY MERCY ME aparece aqui numa fantástica e linda versão ao vivo, gravada em 1998. A combinação das vozes é um ingrediente à parte dessa versão. Muitas canções ao vivo perdem muito quando registradas em shows e apresentações… Não é o caso dessa, que vale um ingresso pra começar a entender a genialidade da obra de Marvin Gaye, que conseguiu fazer com que a alma humana fosse realmente musical!

Seguindo, Roger com uma clássica dos anos 80… I WANT TO BE YOUR MAN pipocou na minha cabeça desde a manhã de ontem e, desde então, não desgrudou mais. Muito romântica e com o vocoder dando um efeito mágico à voz de Roger. Acho o arranjo de I WANT TO BE YOUR MAN marcante principalmente pelo fato de ter sido produzido em 1987, quando este estilo de balada ainda não tinha sido disseminado. Foi um marco e, como prova de atemporalidade, ainda consegue me fazer voltar no tempo e sentir o gosto de quando a ouví pela primeira vez. É a máquina do tempo que está ligada novamente… E por quê não embarcar?

A terceira é uma versão um pouco diferente de TELL ME IF YOU STILL CARE, com o SOS Band, chamada ‘rearranged version’. Na verdade é uma versão com a batida reduzida mas sem distorcer instrumentação e vocais. Ficou linda pois parece mais suave, apesar de conservar o gosto da original… É a original em ondas mais amenas. Ainda continuo achando a letra de TELL ME IF YOU STILL CARE uma das mais simples e consistentes pra falar de amor. Essa é clássica e pode servir de tema pra qualquer love history.

Então, tocaremos uma raridade… A instrumental de The Floters pra FLOAT ON! Só de pensar que em 1976 o amor tinha trilhas sonoras desse porte, entendemos as razões de sermos uma geração dependente da alma. É incrível pensar que músicas como FLOAT ON conseguiram vencer a árdua barreira do tempo e ainda continuam a inspirar muitas vidas… A minha é uma dessas… E vai continuar sendo por muito tempo.

Ôba! Logo em seguida vamos subir um pouco o clima da pista e começar a dar mais luz… Chaka Khan e a versão original de MOVE ME NO MOUNTAIN, que foi regravada no início dos anos 90 pelo Soul II Soul. Aqui, paramos no ano de 1980 com um arranjo muito bonito e, como sempre, os belos vocais de Chaka! Uma mistura de pop, soul e jazz que confirmar que qualidade musical tem seus segredos.

Fechando mais uma oitentista com cara de pista de dança classuda. Quem canta? Não faço idéia, ainda! Mas o astral dessa pérola traz a lembrança boa de como o que tocava nas rádios era positivo. Guitarrinha e teclados, com aqueles backing vocals que só a música negra faz com perfeição… Um presente pra fazer a semana funcionar melhor.

Quer embarcar ou não? Então clique no link abaixo!

33 MINUTINHOS DE MELODIA

Frase do Post: Por mais longe que o espírito vá, nunca irá tão longe quanto o coração. (Confúcio)

RE-POSTAGEM: Dentro da minha cabeça (e mais um set especial pra baixar)…

Posted in Nas pick-up's... on Julho 17, 2009 by edwardsoliveira

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Todos os dias, acordo com uma música martelando minha cabeça… É muito engraçado, pois acontece absolutamente todos os dias.

Aí fico cantarolando, repetindo o refrão… Muitas pessoas testemunham esses momentos que eu acho bons demais! Hoje bem cedo, lá estava eu ‘on the wings of looooove, up and above the clouds, the only way to fly is on the wings of love’…

Então, resolvi fazer um set com algumas das que lembro já ter pipocado logo de manhã… São quase 34 minutos…

Abrindo, claro, a de hoje: Jeffrey Osborne com ON THE WINGS OF LOVE… Essa é uma das lentas mais maravilhosas dos anos 80! A letra diz tudo sobre o bom de amar e voar em suas asas… The only way to fly is on the wings of love!

Me impressiona o fato de eu ter 11 anos quando conheci essa música e ficar, de cara, apaixonado por ela… Pode ser que eu esteja enganado, mas conheço alguns garotos com essa idade hoje em dia, e não percebo esse amor que a minha geração tinha pela música, principalmente a romântica… Não quero que isso pareça uma comparação pra dizer que essa ou aquela geração era melhor… Queria apenas que percebêssemos as diferenças entre elas… Acho que é o sinal dos tempos!

Seguindo, vem uma que martelou no início dessa semana… 14 Bis com FALSO BLASÉ… Acho os arranjos vocais dessa música deliciosos… Tem um teclado que é tocado quando a melodia começa a decolar que é muito bonito! Essa é uma que, vez por outra, vem logo cedinho… Fica muito boa cantada com aquele eco do banheiro!

A terceira também é campeã! Doobie Brothers com WHAT A FOOL BELIEVES… Essa, além de quase sempre acordar cantando, é uma das canções que mais gosto. A harmonia é divinamente boba… O pianinho que vem desde o começo da música é demais, e me faz viajar muito pra aquela época! Pus aqui uma versão rara… A 12 polegadas, mixada por Jim Burgess em 1978… Um presentinho de sábado de sol pra quem frequenta esse blog.

Depois vem uma das melhores canções de Santana… HOLD ON é de 1982 e tem os vocais potentes de Armando Perazza… Isso é que é rock! Com direito a belos solos de guitarra… Essa me lembra os comerciais dos cigarros Hollywood que trazia trilhas incríveis… E o curioso é que nunca fumei… Mas que os comerciais do Hollywood eram demais, a isso eram!

Aí vem uma versão também rara pra IT’S MY LIFE com Talk Talk… Outra que é uma das minhas preferidas no banheiro! Dessa música eu curto tudo: o clip, a original, as remixes… Pus nessa sequência a versão dub da época… Puts! Que música forte! Adoro demais essa versão… Aliás, versões dub de sucessos dos anos 80 me atraem muito… Gosto dessa mistura de trechos de instrumentais com vocais em eco ou partes dele… Essa é um ótimo exemplo!

A sexta da sequência é uma que vem muito nas minhas manhãs… Carly Simon com YOU KNOW WHAT TO DO de 1983. Gosto muito de como a bateria norteia toda essa canção. Foi uma que fez com que eu me apaixonasse de cara também… Ainda lembro de uma coletânea chamada Game Hits que trazia essa pérola… Ê tempo bom que, espero, um dia volte… Bom, pelo menos aqui em casa, volta todo dia!

Fechando esse set de músicas que me perseguem logo cedo, vem uma que acho muito pra cima: (KEEP FEELING) FASCINATION com Human League… Essa é deliciosa demais! E aqui vai a remix de época pra curtir ainda mais… Tecladinho maravilhoso e altíssimo astral! Como deveria ser a vida!

E com um clique no link abaixo, você pode baixar e curtir mais esse set especial pro blog…

BLOG’S MORNING SPECIAL HEAD SET

Publicado originalmente em fevereiro de 2007.

REPOSTAGEM: Instrumentais que valem por mil palavras… E com set especial pra baixar!

Posted in Nas pick-up's... on Julho 15, 2009 by edwardsoliveira

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Existem canções intrumentais que marcam muito! Músicas sem uma palavra sequer, mas que dizem tudo… Seriam um microfone sem voz…

Nesta segunda-feira, vamos curtir um set com algumas belas instrumentais… São arranjos pop com variações muito interessantes. Certamente quem tem bom gosto musical, vai apreciar essas figurinhas raras, mas que tocaram em algum lugar do passado…

Abrindo, um dos eternos temas da Mundial AM, a música FEELS SO GOOD com Chuck Mangione… O sax que abre essa faixa é um dos mais belos exemplos de música pra alma. Mangione foi uma celebridade nos anos 70 e seu pop sofisticado animou muitas pistas de dança. Nessa preciosidade de 1977, outro ponto alto é a participação do guitarrista Grant Geissman, que tinha um virtuosismo ímpar, como essa canção…

Depois temos ninguém menos que a inconfundível Love Unlimited Orchestra de Barry White, e a lindíssima BAYOU. O mais impressionante dessa música é a conjunção de todo o arranjo de cordas e naipes, dando um som único e maravilhoso… Certamente uma faixa que dispensa qualquer comentário, pois fala por si só! Estamos ainda em 1977…

A terceira é um dos instrumentais que mais amo… Lembro de ouvir (e viajar) MAGIC MAN de Herb Alpert na Gazeta FM de Maceió em 1982! E garanto que consigo ter a mesma sensação de quando escutei pela primeira vez… Mágica! Herb ainda regravou ela em 1992, mas não conseguiu o mesmo resultado da original…

Em seguida tem a maravilhosa, divina, lindíssima, melódica SPRING RAIN com Bebu Silvetti. Esse é um dos maiores instrumentais que um ser humano consegui produzir. Completamente datada, tem todos os melhores ingredientes das produções setentistas… É uma canção obrigatória em qualquer discoteca básica de quem viveu a magia dos anos 70… Não canso de ouvir essa pérola… Sou apaixonado por suas viradas e subidas, além do piano que parece tocado dos porões da nossa alma! Demais pra um pobre coração…

Fechando esses 29 minutinhos e meio de lindos sons pop instrumentais, uma de 1980 com Ray Parker Jr. e sua ótima banda de apoio The Raydio. FOR THOSE WHO LIKE TO GROOVE tocava muito na Cidade FM do Rio de Janeiro… Na cidade e em muitos bailes pelo Brasil afora. Essa faixa bateu o décimo quarto posto na parada da Billboard, e foi lançada no ótimo disco Two Places At The Same Time, que contou com participações especialíssimas como de Herbie Hancock… Certamente um dos melhores pop instrumentais do início da década… E ainda toca muito aqui em casa!

Pra baixar essa sequência de poucas palavras, clique no link abaixo…

POP INSTRUMENTAIS

Postado originalmente em março de 2008.